Lendo a fascinante obra "Não há silêncio que não termine" de Ingrid Betancourt, em que ela retrata os anos passados como uma refém das Farc na Colombia, me deparo com o seguinte trecho (p.139):
"... ele de fato morrera "no meu lugar" por causa desse encadeamento exato de acontecimentos que fizeram com que tivessemos nos encontrado, sem querer: ele era meu guarda, eu, sua prisioneira. Terminando o cinto que ele ajudara a começar, perdida em minhas meditações, agradeci no silêncio de meus pensamentos o tempo que ele passara a conversar comigo, mais que a arte que me transmitira, pois descobri que o que os outros tem de mais precioso a nos oferecer é o tempo, ao qual a morte dá seu valor."

"Compositor de destinos/Tambor de todos os ritmos/tempo, tempo, tempo,tempo/És um dos deuses mais lindos..."
ResponderExcluirCaetano Veloso.
Bom seu comentário.Não conhecia Ingrid até então. Sigo-te doravante!